domingo, 29 de setembro de 2013

Falta uma semana para a minha Maratona

Eu, Isa, João, Carla, Jaime e Pedro
Parece que foi ontem que me inscrevi na Maratona, no entanto já passaram mais de dois meses.
Durante este período de tempo, tentei cumprir o plano de treinos que criei para mim.
Nem sempre foi fácil, houve dias em que não cumpri o estipulado. Felizmente não tive grandes problemas físicos, tirando o susto da semana passada.

Este sábado fiz o último treino com companhia. E correu como todos os outros, muito bem.
Já aqui disse muitas vezes, com companhia os treinos passam num instante e custam muito menos.
Além do João e da Isa, também tive a companhia do Pedro e do casal Carla e Jaime.
O treino foi de 12 km e decorreu no passeio marítimo de Oeiras. O ritmo foi, como se pretendia, lento. A uma semana da maratona, devemos ser moderados nos km e nos ritmos.

Excelente foto tirada pelo Pedro

Esteve um bonito dia de Outono. Com boa temperatura, sem chuva, com o mar ali ao lado e com boa companhia, o treino só podia ser espetacular.
Foram vários os assuntos abordados durante o treino, eu estive sempre muito atento aos conselhos de quem já fez uma Maratona (João e Pedro). Todos os pequenos pormenores são importantes para o grande dia.
No final, um pequeno convívio para repor as energias.

 
Obrigado a todos pela manhã muito bem passada.

Agora é fazer mais três treinos leves e esperar pelo grande dia. Nesta altura estou confiante que consigo acabar a Maratona. Apesar de levar um determinado tempo final em mente, isso não será o principal. Vou tentar fazer uma corrida com cabeça. Vamos lá ver se consigo.



Boa semana para todos!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pequeno Grande susto e Corrida do Destak

 
Pois é pessoal, na 5ª feira de manhã apanhei um valente susto.
No treino do dia anterior tinha previsto correr 10 km, mas ao km 7 senti uma pequena dor no pé esquerdo e parei logo. Era uma pequena dor, mas a pouco mais de 2 semanas da Maratona não ia arriscar. Ao levantar-me na 5ª de manhã, mal consegui colocar o pé no chão. Agora já era uma dor muito mais forte, na zona lateral perto do calcanhar. Pânico!!!
Sempre ouvi dizer que dores no calcanhar são de recuperação demorada. Comecei logo a imaginar o dia da Maratona a chegar e eu a não estar em condições. Depois de meses a treinar forte, depois de ter participado no difícil Trail do Almonda e sobrevivido, ia ser derrotado por uma dor no calcanhar surgida sabe-se lá como.
Comecei logo a fazer gelo e a massajar o pé com Voltaren. Na 5ª e na  6ª feira não treinei, descanso total a ver se a dor acalmava. Felizmente na 6ª feira ao fim do dia, a dor estava mais fraca e fiquei um pouco mais animado. Agendei para sábado de manhã, um treino de 5 km para ver como o pé reagia. Na manhã seguinte, a dor ainda lá estava, mas muito mais leve. O treino correu bem, apesar de ainda sentir uma pequena impressão.
Avisei o João e a Isa, que se mantinha o que tínhamos combinado para domingo, fazer um treino de 8 km e de seguida participar na Corrida do Destak.
No domingo, ainda estava desconfiado em relação ao pé, por isso decidi que ia correr os 8 km do treino e os 10 km da prova, a um ritmo calmo.
Estava muito calor e nos primeiros km do treino, deu logo para ver que se ia sofrer um pouco. Mas lá corremos os 8 km a um ritmo lento, acabámos quando faltavam 5 minutos para o início da Corrida do Destak. Estava tudo previsto :)
O plano de corrida era correr ao lado do João e da Isa, disfrutar da prova. Até agora o pé estava a aguentar o esforço.
Como já referi, o calor foi o grande adversário. O nosso ritmo foi baixando e o objetivo passou a ser,  acabar a prova em condições razoáveis. Não era o nosso dia e havia que aceitar esse facto. Eu, apesar de todas as dificuldades, estava contente. Estava bem acompanhado e cada vez mais confiante em relação ao meu pé.
Como estávamos a correr a um ritmo lento, deu para ver melhor o esforço das pessoas que andam nisto à pouco tempo. Pessoas de todas as idades, homens, mulheres, todos determinados a terminar a corrida. Lembrei-me dos tempos em que, também eu, estava naquela fase. Foi difícil, mas não desisti e agora não quero outra coisa. Espero que aquelas pessoas, sejam incentivadas a continuar.
Na parte final da prova, conseguimos aumentar um pouco a passada e acabámos a um ritmo já mais perto daquele de que somos capazes.

Foto - Mafalda Lima
É sempre bom participar numa corrida. Somos levados a ultrapassar todos os obstáculos que aparecem à nossa frente. E se estivermos acompanhados, é mais fácil superar todas essas dificuldades. Foi este o caso.

A próxima prova é a...Maratona do dia 6/10.
Neste momento, já não tenho dores. Espero que continue assim.

Boa semana para todos

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Treino longo com a Corrida do Tejo pelo meio

Com o dia da Maratona cada vez mais perto, domingo foi dia de treino longo misturado com a Corrida do Tejo.


Combinei com o João e a Isa, correr 4 km antes da prova, fazer a prova e finalizar com mais 13 km. Nunca tinha feito tal coisa.

Para arranjar um bom lugar de estacionamento, chego a Algés às 8 horas. Ainda era cedo, e não sei o que me deu, decidi que ia correr 5 km não previstos. Logo eu que não costumo treinar tão cedo.
Fui em direção à torre de Belém, passei por muita gente que já andava a treinar e por pescadores a preparar as suas canas. Gostei de correr estes km, estava fresco e tudo muito calmo.
A seguir, encontrei-me com o João e a Isa e corremos os tais 4 km na marginal. Se estão a contar, já vou em 9 km corridos.
Antes da partida, fiquei a conhecer a Marta que se ia estrear nos 10 km. O João e a Isa eram os padrinhos. Eu e muitas outras pessoas, acompanhámos a preparação da Marta e sabíamos da importância deste dia para ela. A Marta é uma rapariga muito simpática e cheia de vida. Gostei de a conhecer.
Carla e o Jaime  já tinham chegado, também iam fazer a prova e o retorno a Algés.
No local da partida, milhares de t-shirts brancas com listas azuis. Eram mais de 10000 participantes.
 
 
Eu tinha decidido que ia fazer a prova a um bom ritmo, ou pelo menos tentar. Não esquecer que já tinha 9 km nas pernas.
Senti-me bem e fui sempre ultrapassando atletas. Apesar da prova ter algumas subidas, consegui manter um ritmo de 5:20/km. Nada mau.
E deu para tirar algumas fotos.
 








Acabei a prova com o tempo de 53:24, o que para mim é uma boa marca. Foi a minha 2ª melhor marca em 10 km este ano. E nesta altura já ia com 19 km.
A Rute , que não conseguimos encontrar no início da prova, juntou-se a nós no final.


Jaime, Carla, Marta, João, Isa, Rute e Eu

Foto -  Mafalda Lima
A Marta foi para casa feliz da vida e os restantes ainda correram mais 10 ou 13 km, conforme os casos.
Todos os treinos longos que fiz na preparação da Maratona, correram bem porque tive sempre muito boa companhia. Neste treino aconteceu o mesmo.
Voltámos para Algés a correr e apesar dos km já feitos, ninguém se queixou.

Foto - Isa

Foto - Isa

Foto - Isa

Como se vê pelas caras, a malta estava contente de estar ali. Conversa daqui, conversa dali, e nem se deu pelas dificuldades.
Eu, devido aos 5 km madrugadores, acabei a manhã com um total de 32 km. Espetáculo!

Não me canso de agradecer a boa companhia, sem eles muito dificilmente teria feito estes km todos.

A maior parte do treino para a Maratona está feito, espero que tenha sido o suficiente. Uma coisa é certa, nunca corri tanto como nos últimos meses.

Domingo tenho a última prova antes da Maratona, a Corrida do Destak.
Cá estarei para fazer o relato.

Boa semana e com bons treinos!



domingo, 8 de setembro de 2013

Meia Maratona de São João das Lampas


A primeira vez que fui a São João das Lampas foi em Maio, quando participei no 1º Trilho das Lampas. Gostei tanto que logo disse que voltaria para a Meia Maratona local.
E foi ontem o dia da 37ª Meia Maratona de São João das Lampas.
A expectativa era grande, só tinha ouvido dizer maravilhas da organização. Também tinha ouvido falar em como era uma prova dura, devido às suas muitas subidas. Como estou a um mês da estreia na Maratona, achei que esta prova acabaria por ser um grande treino.

Ao chegar ao local para levantar o dorsal, logo dou conta que a Vila estava em festa. Muita música e uma feira instalada no largo. Depois de falar com alguns amigos da corrida, faço o aquecimento e estou pronto para a estreia na MMSJL.

 
Desta vez, consegui tirar algumas fotos que vão ajudar a mostrar o que foi esta prova.
As subidas de que tinha ouvido falar, estiveram realmente presentes.






Eu ontem estava bem e estas subidas não me custaram muito a fazer, os treinos e provas que tenho feito em trilhos também devem ter ajudado. Gosto deste tipo de percursos variados, subidas e descidas não muito acentuadas e também não muito longas.
A minha ideia era ir nas calmas durante os primeiros 13 km, mas como me estava a sentir muito bem, deixei-me ir que depois logo se via. Nas descidas aproveitei para ir a um bom ritmo, é claro que nas subidas a história era outra. Mas passados os tais 13 km, para meu espanto, ainda estava em condições razoáveis. E quando me sinto bem, consigo tirar mais fotos.










Nesta altura o percurso era mais plano e consegui manter o ritmo de 5:30/km. Nestas fotos podemos ver os populares a incentivar os atletas. As pessoas estavam contentes com a nossa participação na Meia Maratona da sua terra. Os atletas gostam sempre desta atenção.


Aqui nesta foto, podemos ver a grande Analice Silva à minha frente. É uma atleta muito conhecida, recebe sempre (e muito justamente) grande incentivo por parte dos populares. Acabei por ficar uns lugares à sua frente, deve ter feito um treino de séries na parte da manhã. Só assim se compreende ter ficado à frente dela. 



Estava calor e a organização arranjou maneira de haver ao longo do percurso, vários chuveiros para o pessoal se refrescar. Foi prático, engraçado, e acima de tudo muito útil. Souberam mesmo bem aquelas molhas que se apanharam.
Apenas aos 18 km comecei a sentir alguma fadiga, mas não era a 3 km da meta que ia baixar o ritmo de forma drástica. Apanhei 5 atletas que iam a bom ritmo e a falar como se não estivessem a fazer uma prova. Dei o máximo para não os largar e consegui.
Cortei a meta com o tempo oficial de 1:57:08 e muito contente com o meu desempenho.


Estava curioso em relação ao meu actual momento de forma e depois de uma prova com alguma dureza, sinto que estou numa forma aceitável. Pelo menos na Meia Maratona, que dia 6 de Outubro as dificuldades serão outras.

Uma palavra final para a organização. Foi a minha estreia, gostei bastante e quero voltar. Isto diz muito sobre o que eu penso desta prova. Encontrei o Fernando Andrade no final da prova e elogiei bastante a organização.
Numa altura de dificuldades, é com certeza difícil manter o preço de 7 euros numa Meia Maratona, mesmo assim ainda houve direito a t-shirt técnica, um gelado, melancia, batata frita, bolos secos, águas e uma pequena placa de madeira alusiva à prova. Só com muito amor e dedicação à corrida se conseguem realizações destas.
Para 2014 quero participar novamente nos Trilhos e na Meia Maratona de S. João das Lampas.

Segue-se a Corrida do Tejo no próximo domingo, cá estarei para o relato.

Boa semana para todos!


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Objetivo Maratona - Ponto de situação

Olá pessoal, cá estou eu outra vez!
Sentiram a minha falta? Pois...Ok, tudo bem. Eu vou aparecendo na mesma.
Como disse no post anterior, tenho andado com alguma preguiça para escrever aqui no blogue. Entre outras coisas, penso a razão principal foi ter sido atacado por algum cansaço. Os últimos dois meses foram bem puxados em termos de km, além dos três treinos durante a semana, fiz sempre um treino mais longo ao fim de semana. Juntando os treinos para o Trail do Almonda, nunca corri tanto como nesta altura.
O maior treino deste período aconteceu no sábado dia 24 de Agosto, cheguei aos 31 km!
Se não fosse a companhia, muito dificilmente faria este treino.
Às 7.30h  já Eu, o João Lima, a Isa, o Sílvio Horta e o Francisco Dias, estávamos no Parque das Nações a iniciar o treino. Nunca treinei tão cedo, mas adaptei-me rápido.
A Isa tirou umas fotos,

Na frente, Eu e o Sívio
Atrás, o João e o Francisco
Eu e o Francisco
A Isa já no final do treino
Obrigado a todos pela companhia.

A ideia era ir até Alcântara, voltar, dar uma volta pelo rossio e terminar no local da partida. Seriam 30 km.
Estes treinos em conjunto são muito bons, vamos falando sobre diversos assuntos e os km vão passando mais facilmente. Tirando umas pequenas paragens para abastecer de água, corremos o tempo todo, embora a um ritmo não muito elevado. Mas o mais importante tem sido habituar o corpo a tantos km.
O João teve um pequeno problema num joelho e parou algumas vezes, o resto do pessoal ia correndo e voltava para trás para o acompanhar quando ele começava novamente a correr. Devido a esta situação, acabei por fazer 31 km! Nunca tinha corrido tanto.
Já percebi que a parte mental vai ser decisiva no dia da Maratona. Até aos 20 km eu já sabia o que esperar, estes treinos ajudaram-me a perceber o que se passa dos 20 aos 30 km. A experiência é muito importante e neste momento correr até aos 31 km já não é novidade para mim. Eu disse que não é novidade, não que passou a ser fácil. Agora já sei a que km é que certas dores aparecem ou quando a mente começa a vacilar. E dos 31 aos 42,195 km ? E o muro? Não faço a mínima ideia. Mas tenho respeito.

Na semana que passou reduzi os treinos e o longo do fim de semana só teve 15 km. Esta semana também será calma, visto que no sábado vou participar na Meia Maratona de São João das Lampas.

 
Será a minha estreia e estou muito curioso sobre a prova, dizem que é muito bem organizada e também difícil. Será interessante ver como me safo.

Falta cerca de um mês para o grande dia, já não vou fazer treinos de 30 km. Vou participar na corrida do Tejo e na Corrida do Destak e antes do inicio de cada uma destas provas, farei um treino.
Resumindo, estou confiante para o desafio que terei pela frente. Mas vai ser muito difícil.

Depois farei o relato da MMSJL.

Boa semana e bons treinos!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Como correm os meus treinos

Ultimamente, tenho tido pouca vontade de escrever aqui no blogue.
Tenho andado aqui com uns pensamentos que me atrofiaram a vontade de escrever. Não é nada de grave, há coisas piores e esta situação acabará por passar. A corrida tem sido uma grande ajuda nesta altura.
Então o que é que ando a fazer em termos de corrida?
Depois de ter feito a inscrição na Maratona, logo tratei de arranjar um plano de treinos. Procurei na internet e falei com algumas pessoas, nomeadamente o João Lima que partilhou comigo o seu (e da Isa) plano de treinos. Mas como eu gosto de dar um toque pessoal ás coisas, misturei tudo e criei o Plano de treinos do Vitor para acabar uma Maratona em condições razoáveis.
O plano consiste em cinco treinos com dois dias de descanso pelo meio. No final dos treinos, faço alongamentos e abdominais.
Durante os dias de semana, descanso, treino (10 km com algumas séries pelo meio), (10/12 km de corrida leve),(10 km com 3/4 km a um ritmo um pouco mais forte), descanso. No fim de semana corro os dois dias, um treino leve (5/10 km) e um treino longo (25 km ou mais), a ordem varia conforme a disponibilidade ou companhia. Ao treino longo é proibido faltar.
É muito? É pouco? Até agora tem corrido bem, os dias de descanso tem sido suficientes.
Mas estou sempre atento a sugestões que alguém experiente queira fazer.

Falando dos treinos, durante a semana tenho cumprido o estabelecido no papel. Os treinos mais técnicos de 3ª e 5ª  tem custado, mas faço um esforço porque sei que me vão dar mais resistência e (alguma) velocidade.
Durante o fim de semana, tenho feito os treinos longos com companhia.
No domingo dia 11, estivemos em Cascais a correr 25 km. O trajecto era (+-) o dos 20 km de Cascais, apenas aumentámos uns km na altura do retorno. A zona do guincho é muito bonita, mas naquele dia também estava muito calor. Sofremos um pouco. Temos de agradecer á filha e ao genro do João pelas águas fresquinhas.
Aqui está a foto de grupo.

Eu, João, Isa e Pedro
No domingo passado, corremos 28 km . Partimos do estádio 1º de Maio e fizemos o mesmo percurso da antiga maratona, mas só até ao Cais do Sodré. Desta vez além dos quatro da semana anterior, também compareceu o casal  Carla e Jaime ( andam mais de bicicleta, mas também correm).
O início do treino foi ás 8 h, logo a temperatura estava um pouco mais baixa.
Foi um grande treino, fomos falando e os km passaram num instante. A Carla e Jaime estavam a pensar correr metade da distância, acabaram por correr 22 km. Com companhia é assim, vamos um pouco mais longe.
Pessoalmente, senti-me muito bem e fiquei muito contente por não ter tido qualquer tipo de dor. E subi a Av. Almirante Reis sem parar, quando já tinha cerca de 24 km nas pernas!
A Carla e o Jaime, que tinham ficado no Cais do Sodré, juntaram-se a nós no final e ainda trouxeram uns bolinhos e Coca-Cola. Ficámos um pouco em agradável convívio.

Jaime, Eu, João, Pedro, Isa e Carla
Obrigado a todos por uma manhã bem passada.

No próximo sábado mais outro treino longo, desta vez 30 km. Espero que corra tão bem como este.

Boa semana para todos!


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos 2013

 
Depois de participar no Trilho das Lampas, logo disse que gostaria de participar em mais provas nocturnas. Ouvi falar no TNLO e em como era uma prova bem organizada e em que as inscrições esgotavam rápido. Assim  que as inscrições abriram, logo tratei de fazer a minha. Esgotaram passados cinco dias.

Este fim de semana era o último da Feira Medieval, portanto Óbidos estava a abarrotar de gente. Devido às provas de Trail, havia uma mistura curiosa de pessoas em passeio e de atletas todos equipados para as respectivas provas. Não havia engano possível, era dali que o TNLO partia. O UTNLO (50 km) tinha a sua partida às 21 horas e o TNLO (25 km) às 21h45. Antes da partida houve um pequeno briefing da organização sobre o percurso e as marcações do mesmo. Nessa altura já tinha encontrado a Rute e mais duas pessoas que ela conheceu através do seu blogue, a Andreia e o Marcelo. O Artur Bernardo, amigo da Rute, juntou-se a nós pouco depois da partida. Os blogues são um bom meio para conhecer pessoas que partilham o mesmo gosto pelas corridas e também pela natureza.
Os primeiros momentos da prova são passados em corrida lenta pelas ruas da vila, as pessoas a passear abriram alas para a nossa passagem. Foi engraçado, já tinha estado por várias ocasiões em Óbidos, mas nunca imaginei que ia ser aplaudido ao mesmo tempo que corria pelas suas ruas.
Entretanto, passámos por um  pórtico que dava, de forma oficial, início à prova.
Neste tipo de provas, ainda por cima com 25 km, passamos por tantos sítios e tantos tipos de piso que me é difícil estar a localizar o relato em termos de km.
Se eu pudesse, em certos lugares puxava de um bloco de notas e punha no papel todas as sensações ainda frescas. Demorava era muito mais tempo a concluir a prova, além de que à noite não dá muito jeito estar a tirar notas.
Como não tirei apontamentos, vou falar sobre algumas partes do percurso de que me lembro melhor.
Lembro-me por exemplo, de uma descida muito acentuada que teve de ser feita muito devagar e com extremo cuidado. Havia pedras, raízes e a terra estava muito solta. Uma pequena distração e era o pessoal a bater com o rabinho no chão, aconteceu-me uma ou duas vezes. E como os atletas iam todos muito juntos, se alguém escorregasse por ali abaixo era perigoso para quem ia à sua frente.
Rapidamente chegámos ao abastecimento dos 8 km. Tínhamos perdido contacto naquela descida e neste abastecimento reagrupámos . O Marcelo que tinha um andamento mais forte, desapareceu de vista.
Depois deste abastecimento, lembro-me de alguns km feitos em estradões de terra batida em que se correu a bom ritmo. Nesta altura já tinha confirmado que o meu novo frontal dava bastante luz (dupliquei a potência em relação ao anterior). Foi nesta altura que me espalhei ao comprido. Já no Trilho das Lampas tinha acontecido o mesmo, felizmente que as quedas não tem sido em zonas de muito desnível. Mas quando o terreno é mais ou menos plano, baixo a concentração e... pumba. Basta uma pequena pedra ou raiz para me levar ao chão. Ainda bem que não houve consequências físicas.
Houve uma altura que me lembrei do Almonda, quando passámos por uma zona totalmente coberta de arbustos e em tivemos de nos baixar para conseguir passar. Também houve canaviais, em que era importante usar as mãos para desviar as folhas da nossa cara.
Um tipo de piso de que não gosto mesmo nada é o piso de areia. Houve algumas zonas com este tipo de piso e nestas altura é difícil progredir no terreno. Não consigo imaginar o que é fazer uma maratona na areia (UMA).
Também tivemos que passar por pequenas pontes de madeira, o que é sempre interessante.
O que não faltou foram troncos de árvores caídas, a exigir muita atenção e também algum esforço para as ultrapassar.
Outro tipo de piso que criou dificuldades, foi o piso com erva que tapava alguns pequenos buracos. Um pé mal colocado e podia haver uma torção.
Ainda não falei de subidas, mas elas estiveram presentes. Tiveram a sua dificuldade, mas a nossa determinação levou a melhor. O problema maior foi a terra escorregadia, houve necessidade de nos agarrar-mos a ramos para não cair.
Nestas provas nocturnas não dá para tirar grandes fotos. A única que escapou foi esta do abastecimento dos 15 km.


Outro aspecto de que tenho de falar são os cursos de água. Houve provas em que tive de ultrapassar cursos de água, mas havia sempre a hipótese de não molhar os pés. Desta vez, essa hipótese não se colocou. Se não me engano houve três ocasiões em que a água esteve bem presente. Na primeira, ficámos com água até ao tornozelo. Na segunda já foi até ao joelho e tivemos que nos ajudar uns aos outros para sair de dentro de água. Correr com as sapatilhas cheias de água foi uma sensação nova para mim, ficam mais pesadas e dificultam um pouco mais a passada. O terceiro encontro com a água foi espectacular.
Nesta altura tive uma distração e só quando me chamaram é que me apercebi que ia enganado. Volto para trás e vejo a malta a entrar num ribeiro e a ficar com água pelos joelhos. Ouço um homem a dizer que tinha claustrofobia e não entrava no túnel.
Túnel? Mau, querem ver que é tipo forças especiais e temos de passar um túnel cheio de água e lama só com o nariz de fora. Felizmente não se chegou a tanto. Era um túnel com 15 ou 20 metros de comprimento, tinha água pelos joelhos, era baixo e não cheirava muito bem. Tivemos de nos curvar para lá entrar. O tal homem foi convencido a entrar e todos passámos sem problemas. Gostei deste obstáculo, penso que toda a gente gostou pois ia tudo alegre e a comentar a situação. O cheiro é que era de evitar.
As marcações do percurso estavam bem feitas, mesmo assim houve enganos durante alguns metros "Epá, alguém esta a ver as fitas? Eu não vejo nenhuma". Nessas ocasiões calhou ser eu que ia à frente do grupo, supostamente atento às marcações, mas bastava uma pequena desatenção e lá tínhamos de voltar para trás. Sempre que se via alguém ir na direção errada, gritava-se a avisar.
Mesmo no final da prova, ainda tivemos uma subida com degraus de madeira até lá acima às muralhas, local onde acabou a prova. Foi uma parte final bastante dolorosa. 
A meta é engraçada, no final dos degraus passamos por um pequeno pórtico e deparamos logo com pessoas a aplaudir quem chega. Acabaram por ser 26 km de prova, demorámos 4h04 a concluir. Ficámos nos lugares 324 a 327 entre as 390 pessoas que terminaram a prova, uma prestação muito boa de todos. Tivemos direito a uma caneca alusiva à prova, a juntar à t-shirt e a uma pequena garrafa de ginjinha que recebemos com o dorsal. Também houve, entre outras coisas, uma sopa que caiu muito bem no estômago.

Esta prova merece a fama que tem, percebe-se a razão de as inscrições esgotarem num instante. Prova bem organizada e com dificuldades variadas e boas. A hora de partida foi para mim um desafio aliciante, nunca tinha corrido quase até às 2h da manhã e gostei muito. Para o ano que vem, vou estar atento às inscrições para não falhar nova presença.
Gosto de fazer este tipo de provas em grupo, poder durante a corrida comentar com os companheiros de desafio as dificuldades por que se passa. Gosto deste sentimento de partilha das dificuldades e do prazer que é chegar ao final. Posso dizer que fui feliz durante estas 4 horas.

Obrigado à Rute, à Andreia, ao Artur Bernardo e ao Marcelo (durante a parte inicial da prova) pela companhia.

Boa semana para todos.