sexta-feira, 18 de abril de 2014

Trilhos do Almourol



Mais um desafio na companhia da minha Isa, só isso já é suficiente para eu ser feliz numa prova.

Uma vez mais, estou a escrever quando a prova foi há quase duas semanas atrás. E mais uma vez digo que, vou procurar alterar essa situação.
Devido a ter deixado passar tanto tempo, a memória dos acontecimentos não é a mesma, logo, vou fazer um pequeno resumo e deixar que as fotografias façam o resto.

A partida foi em Constância e não podia ter havido melhor local. Foi junto ao rio, uma paisagem lindíssima, muito verde, a ponte, espectacular!




Durante a prova, houve todo o tipo de pisos e dificuldades, vou apenas fazer pequenos destaques.

Em certos sítios, era preciso ultrapassar alguns obstáculos e isso fazia com que se formassem grandes filas de atletas.



Não foi uma prova com muitas subidas, mas teve algumas.



Também teve caminhos bastante largos.



De vez em quando, eram mais estreitos e apertados.



 


Não sei se já tinha falado sobre locais lindíssimos.




Os abastecimentos foram muito bons e exigiram toda a atenção dos atletas, como se pode ver ( 2ª foto) pela Isa lá ao fundo :)




A água é muito bem vinda aos trilhos, esta prova teve muita. São sempre grandes momentos de beleza e diversão. Além da água houve muita lama, nesse aspecto esta prova fez concorrência a Bucelas.






Tivemos de passar por túneis, este foi o mais alto e o que tinha menos água.


Tudo isto, com muito boa disposição. Ao pé da Isa é sempre assim.
( Aquilo não é má disposição, é apenas muita concentração para tirar a foto:) )


Podem ver aqui todas as fotos que tirei. E cada vez mais, tenho de me socorrer das fotos para estes artigos terem algum interesse :)

Espero ter saúde para continuar a ter estas aventuras. Na companhia da Isa, claro.

Boa Páscoa a todos


terça-feira, 1 de abril de 2014

Trilhos do Pastor 2014



Depois dos exageros seguintes à maratona de Sevilha, duas semanas de treinos leves e sem participação em provas. Foi bom para o corpo recuperar.
Acabado esse período de descanso, nada melhor que uma prova de trilhos para voltar à ação - Os Trilhos do Pastor em São Mamede (perto de Fátima).
A Isa acompanhou-me na viagem e na prova, foi mais uma razão para ter gostado muito destes trilhos.

Apanhados a tirar uma selfie antes da prova

Esta prova tinha muitos aliciantes, um deles era passar por dentro das Grutas da Moeda, isso aconteceu logo nos primeiros km. Foi um momento muito interessante e que deu para tirar algumas fotos.

Uma selfie dentro das Grutas da Moeda

Aqui estava quentinho
Ao sairmos das grutas é que nos apercebemos da diferença de temperatura, estava-se melhor lá dentro.
Pouco tempo depois, passamos pela Pia do Urso, um conjunto de casas típicas da região. Um local bonito e a pedir uma visita mais demorada.
Com a chuva, o percurso dentro da Pia do Urso estava bastante escorregadio, foi preciso muito cuidado para não haver quedas.

Foto do percurso na Pia do Urso
Ao sair da Pia do Urso, vimos muita malta a fazer BTT. Não há dúvida que aquele é um bom local para actividades desportivas.
 

Como de costume, fizemos a prova juntos e a apreciar a bonita paisagem que nos rodeava.
O percurso teve as mais diversas características, estradões com pequenas pedras, pequenos caminhos rodeados de muita vegetação, pequenas e grandes subidas, ramos e árvores caídas a dificultar a passagem. Houve alturas em que se conseguiu correr vários km seguidos, depois lá aparecia uma parte com piso pior e em que eramos obrigados a andar.
Todo o percurso esteve muito bem sinalizado, não tivemos a mínima dificuldade em dar com o caminho a seguir.






 
Esta sequência de imagens, mostra algumas das dificuldades com que nos deparámos. Como nos estávamos a divertir, não sei se acreditam que aquilo eram dificuldades.
Uma parte muito interessante do percurso, foi quando passámos mesmo ao lado das torres de energia eólica. Aquilo mete impressão, não só pela altura, mas também pela velocidade das ventoinhas. Imaginem passar por baixo das ventoinhas, olhar para cima e ver as pás a vir na nossa direção. Vai lá vai!


Não é uma paisagem bonita?
Corremos quase sempre sozinhos, deu para apreciar bem a beleza e a imensidão da serra.
Éramos pequenos pontos no meio da paisagem. Estávamos bem, um pouco cansados mas sem qualquer problema físico.
Chovia de vez em quando, mas não o suficiente para nos atrapalhar.



Aos 24 km tivemos o abastecimento de sólidos, estava bem fornecido com laranja, bolo e biscoitos.
Aproveitei para perguntar a um membro da organização, se a prova tinha 28 ou 30 km (já tinha lido as duas hipóteses). Fiquei surpreendido quando ele me responde que eram cerca de 31 km.
Depois do abastecimento, apareceu uma subida muito acentuada que fazia parte do percurso "Buraco Roto". Sei agora, que esse percurso passa por algumas das paisagens mais emblemáticas da freguesia de Reguengo do Fetal.
Voltando à subida, foi bastante difícil e tivemos de parar algumas vezes, mas conseguimos chegar ao topo. Pouco depois, chegámos a uma parte inesquecível da prova.
A chuva era agora mais forte e fazia muito vento, quando nos deparamos com uma descida muito acentuada, uma estrada de terra lá em baixo e o que parecia ser um subida muito acentuada do outro lado, onde se viam pequenos pontos coloridos a andar. A paisagem era linda, mas a coisa metia respeito.
Começámos a descer com muito cuidado, ajudados por cordas existentes no local, sem essas cordas seria muito mais complicada a descida. Correu tudo bem, foi boa a sensação de chegar à estrada. Não havia ninguém da organização no local, penso que devido à perigosidade daquela parte do percurso, era importante estar ali alguém para ajudar em caso de emergência.
A seguir veio a subida, parecia mais difícil quando ainda estávamos do outro lado. Conseguimos subir a ritmo razoável, o piso estava bom e proporcionava uma boa tração. Já lá em cima, olhámos para o outro lado e conseguimos ver 3 ou 4 atletas a iniciar a descida. Ainda nos demorámos um pouco a vê-los descer muito devagar.
Os três km a seguir ao abastecimento foram os que demoraram mais tempo a fazer, foram feitos em 18 min (km 25), 25 min (km 26) e 15 minutos (km 27). Por aqui se pode ver a dificuldade desta parte do percurso.
Ainda corremos mais quatro km até ao final da prova, mas as dificuldades do percurso não foram muitas. A maior dificuldade era o frio, causado pela chuva que caía com alguma intensidade. Só já se pensava no banho quente, tinha de haver um banho quente.
Concluímos os 31 km de prova em 5h34m e tirando o frio estávamos bem.
As dificuldades do percurso e as condições atmosféricas, fizeram desta prova um grande desafio físico e mental.


Depois de nos atirar-mos às laranjas do abastecimento final, fomos para o Colégio de São Mamede onde tomámos um magnifico banho quente.

Para concluir, podemos dizer que foi uma prova muito bem organizada, com pessoas simpáticas e que merece uma nova presença.
Tivemos direito a uma t-shirt técnica e a uma pequena ovelha de cerâmica. Vimos alguns atletas com enormes ovelhas de cerâmica debaixo do braço, presumimos que tivessem terminado no pódio :)

Depois de todo este esforço, nada melhor que ir ao Mcdonald's comer uns hambúrgueres. Merecemos aquela fast food.

Boa semana para todos!


PS: este artigo é dedicado a todos os que não acreditavam que eu era capaz de escrever sobre uma prova, um ou dois dias depois de ela ter acontecido :)


terça-feira, 18 de março de 2014

No pós-maratona, provas de recuperação?!!!

Em outubro, no final da minha primeira maratona, fui atacado por fortes cãibras e andei uma semana cheio de dores nas pernas, mal podia andar e quase não corri. Só voltei às provas um mês depois.
Este ano, já membro da famosa equipa "4 ao km ", fui preenchendo o calendário e não dei importância ao facto de ter provas nos fins de semana a seguir à maratona de Sevilha. Bonito!!!
Quando pensei bem no assunto, claro que comecei a ficar com dúvidas se estaria em condições para estar presente nessas provas. Não seria o único nessa situação, a Isa e o João tinham o mesmo "problema".
Como disse no relato da Maratona de Sevilha, no final da prova tive uma ameaça de cãibras, mas nada comparado com o que me aconteceu em outubro. Na semana seguinte, consegui correr várias vezes e fiquei mais otimista em relação às tais outras provas.
A maratona não é uma corrida qualquer, exige um determinado tempo de recuperação, os treinos pós-maratona foram poucos e a ritmo lento.
 
Como nos iriamos portar, eu e os outros membros da equipa?
 
 

Ali diz 20 km, mas na verdade foram 21 km, esta foi uma das falhas da nova organização desta prova. Já reconheceram essas falhas, para o ano vai tudo correr melhor.

Linda! E a paisagem também.
Estávamos à vontade, o tempo limite da prova era 3 horas. Nas calmas fazia-se.
Fiz toda a prova com a Isa e para nosso espanto, sentimo-nos muito bem e corremos a um ritmo mais alto do que o previsto, nem parecia que tínhamos feito uma maratona uma semana antes. Nada de sofrimento, o corpo pedia para correr-mos mais depressa.
Como era altura de Carnaval, ainda nos rimos com as fatiotas usadas por alguns atletas.

A sorrir, uma semana depois da maratona!!!
 
 
Soubemos depois, o João teve de parar devido a uma dor no joelho. Fez bem, não era necessário arriscar.

Os "4 ao km" presentes, Eberhard, eu, Isa e João
 
Para primeira prova depois da maratona, não podia ter corrido melhor. Não acusámos o esforço. Como seria a próxima?
 
 

 
Há vários anos que faço esta prova e é sempre um prazer voltar. Nas Lezírias, a equipa foi reforçada com o Orlando e a Marta.
 
Eberhard, João, Marta, Isa, eu e Orlando
 
Nem imaginam a confusão que foi quando os fotógrafos nos viram
 
Mais uma vez, a ideia era não forçar muito e depois logo se via. Aconteceria o mesmo que em Cascais?
O João ia acompanhar a Marta e eu ia correr com a Isa ( um hábito muito agradável que eu tenho ).
Começámos lentos para ver o que dava, não se sabia como o corpo reagiria desta vez. Ao atravessar a ponte, um atleta disse à Isa que lia o seu blogue, conversa para aqui, conversa para ali, acabou por fazer a prova connosco. Aparentava cerca de sessenta anos e corria muito bem. Chamava-se Gabriel e foi uma excelente companhia.
Duas semanas depois da maratona e já com mais uma meia maratona nas pernas, não estávamos nada mal.  Sentia-se a diferença em relação à semana anterior, mas era um ritmo bastante aceitável.
No retorno, quando passámos pelo João e pela Marta, deu para ver que iam alegres e frescos. Gostámos de ver.
A certa altura, ainda se pensou bater a marca que a Isa fez em 2013. Foi por pouco, mas não foi possível.
Terminámos em boas condições físicas e isso é que interessava. Cortámos a meta juntos com o Gabriel.   
 
Eu, a Isa e o Gabriel
Assistimos depois, à chegada do João e da Marta. E que chegada!!!


Vejam bem este sprint. E aqueles sorrisos. Dizem tudo sobre o que é correr nos "4 ao km".
Foi mais uma manhã bem passada, na companhia de amigos e da minha Isa.


Próxima prova, Meia maratona de Lisboa.


A logística desta prova é sempre complicada, mas correr uma meia maratona em Lisboa é sempre aliciante. Não consigo faltar.

Será que era desta que íamos passar por dificuldades? Tendo em conta o calor que ia estar, parecia que sim.
Fui com o João Lima e a Isa, em Sete Rios iria juntar-se a Marta. Como fomos mais ou menos cedo, não tivemos grandes problemas em chegar ao local da partida.

Foi por aqui que entrámos
Encontrámos alguns amigos, como se pode ver na selfie que a especialista Isa tirou.

Pedro, João, Sandra, Nuno, Marta, eu e a Isa

O tempo até à hora de partida, foi passado na conversa, nas filas para o xixi da praxe e num pequeno aquecimento.
E também a tirar fotos.

 
Era um dia muito especial para a Marta, ia fazer a sua estreia numa meia maratona e notava-se a sua normal excitação. O João e a Isa iam apadrinhar essa estreia.
Ainda me lembro do que senti aquando da minha estreia, são sentimentos que ficam para sempre.
 
Depois de desejar-mos boa corrida uns aos outros, lá fomos todos atravessar a ponte e correr 21 km.
Nos primeiros km logo deu para ver que o calor ia ter um papel muito importante no desenrolar da prova.
Parecia que as dificuldades, que não apareceram nas duas outras provas, se tinham juntado para dar cabo das nossas expectativas. Antes dos 10 km, já dava para perceber que o objectivo teria que ser acabar a prova nas melhores condições possíveis. Não daria para mais. O frio dos últimos meses, habituou-nos mal.
 
Aqui ainda dava para sorrir
 
Aproveitámos os abastecimentos, não só para beber, mas também para refrescar a cara.
Costumo tirar fotos em provas, desta vez não tive muita vontade para isso. Resumia-se tudo a colocar um pé à frente do outro e esperar pelo final da prova. Quando passámos pelo João e pela Marta, percebemos que iam bem. A estreia da Marta estava a correr de feição. Isso era bom.
 

Na foto de cima, a nossa cara diz tudo. Estava-se perto da meta, só queríamos acabar.
Cortámos a meta com 2h12m, tanto a Isa como eu já fizemos melhor, mas isso era o que menos importava. Tínhamos concluído mais uma meia maratona, apesar das enormes dificuldades. E aprendemos sempre algo.

Que bem que soube aquele gelado!


Entretanto, o João e a Marta chegaram à meta. A Marta terminou com grande sucesso a sua primeira meia maratona. Mais uma grande atleta dos "4 ao km"!
No final da prova, os padrinhos Isa e João tinham uma pequena surpresa para a campeã.
Houve direito a bolo e a uma prenda, uma almofada com a foto dos padrinhos e da afilhada.

Parabéns Marta!!!
 
 
Resumindo, conseguimos ultrapassar todas as dificuldades destas três provas.
Se calhar temos abusado, mas apesar das dificuldades desta última prova, estamos em razoáveis condições físicas. Aguentámos estas três semanas sem grandes mazelas. 
 
Agora, eu e a Isa temos duas semanas para recuperar bem antes de nos dedicar-mos aos trilhos. E que desafios temos pela frente!