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segunda-feira, 6 de maio de 2013

1º Trilho das Lampas

 
Já tinha ouvido falar da Meia Maratona de São João das Lampas, de como era uma prova bem organizada e em que os atletas eram bem tratados. Entretanto tive conhecimento do 1º Trilho das Lampas, prova organizada pelas mesmas pessoas. Não tive dúvidas, fiz a inscrição com a certeza de que seria uma grande prova.
Nunca tinha ido a São João das Lampas, depois de uma pesquisa no Google Maps vi que não era complicado. E não foi, depressa lá cheguei.
No local de partida encontro a Rute e o João que já conheço de outras corridas, trocámos algumas impressões e haveríamos de fazer a prova juntos.

 
A prova tinha o seu início às 19.30h, logo uma  boa parte seria feita de noite. O uso de frontal era obrigatório, era a primeira vez que o ia usar numa corrida de trilhos. Já tinha usado no Urban Night Race Lisboa, mas aí havia a  luz da cidade. No campo seria com certeza diferente.
Aconteceu tanta coisa que não sei se me vou lembrar de tudo.


A primeira 1h30m de prova foi feita de dia e nesse período de tempo o percurso teve tudo o que faz dos trilhos uma aventura. Uma paisagem muito bonita e uma enorme diversidade de pisos, desde caminhos com alguma lama até caminhos com muitas pedras em que a atenção é fundamental para não torcer um pé. Ao passar por uma zona com algumas casas também houve piso de alcatrão. Subidas também não faltaram e em algumas delas tivemos de andar.
O primeiro abastecimento foi aos 5 km, algumas crianças ajudavam os adultos na função de dar água aos atletas. Foi engraçado.





 
 
Zonas sempre interessantes são aquelas em que temos de ultrapassar cursos de água. Houve várias, numas vezes saltámos de pedra em pedra e numa outra passámos por uma pequena ponte de madeira. Neste último caso estava um bombeiro atento à passagem dos atletas.




A certa altura começamos a ver o mar, já faltavam poucos km para a praia da Samarra. Este seria um local de grande interesse e dificuldade.
Já quase na praia, o percurso passa a ser muito técnico e a exigir muita atenção e cuidado.
Aproximava-se a noite, o caminho até à praia era a descer e havia muitos obstáculos.


Em certas alturas era preciso apoiar as mãos para conseguir passar em segurança. Um pé em falso e podíamos rolar por ali abaixo.
Chegados à praia, o piso era constituído por pedras redondas em que o pé facilmente dava ao lado.

Aquelas luzes são atletas que vinham atrás de nós
A partir de agora era sempre a subir, parecia escalada. É nesta altura que os frontais entram em ação, a noite já tinha caído e eram indispensáveis para vermos o caminho.
Esta parte do percurso teve a sua dificuldade, em certas alturas havia lama que tornava o piso escorregadio. Várias pessoas da organização estavam atentas aos atletas. Os frontais estavam a corresponder, quando fosse preciso correr logo se via.
A seguir deu para correr um pouco e perceber que os frontais iluminavam uma distância reduzida. Foram baratos, não se podia exigir muito.
Começamos a ver umas luzes e parece que é o abastecimento que está já ali. Era realmente o abastecimento, mas a distância a que estava era ilusória. Ainda havia que descer e subir até lá chegar.
Finalmente o abastecimento dos 12 km, havia pessoas a controlar os dorsais e a entregar uma pulseira vermelha que seria devolvida na meta.
O abastecimento estava bem composto com água, laranjas e bananas. Bebi água e comi dois ou três pedaços de laranja que me souberam muito bem. Também se descansou um pouco.
Faltavam 6 km até à meta,  agora estávamos a correr por caminhos de terra batida e tínhamos de ir com muita atenção devido à pouca luz dos frontais.
Além da fadiga física, surge também a fadiga mental devido à concentração que é preciso para correr no escuro. Se calhar foi essa a razão da minha primeira queda em corridas. Não foi grave, tropecei e bati com o joelho direito na terra. Consegui apoiar as mãos no chão o que minimizou a queda.
Nesta altura já faltava pouco para a meta e em terreno sem muitas dificuldades, pelo caminho ainda vemos umas tochas a iluminar o percurso.
Ao chegar a uma zona de casas percebemos que já não faltava muito, pouco tempo depois cruzámos a meta com 2h29m de prova. Nada mau.


A organização tinha uns mimos à espera dos atletas. Entregámos a pulseira vermelha e recebemos um saco com uma garrafa de água, uma banana, um pequeno saco de bolos secos, um bolo com creme e uma pequena lanterna. Muito bom, não estava à espera de tanto.
Em resumo, esta prova foi um sucesso. Boa organização, percurso muito bonito e com dificuldades variadas.

Quero agradecer à Rute e ao João pela boa companhia durante toda a prova.

A caminho de casa ia com a certeza de que vou voltar a correr por São João das Lampas, a começar pela Meia Maratona local.

Aqui ficam mais algumas fotos que tirei durante a corrida.

Boa semana a todos.